Federação Paulista de Volleyball

FPV

Unilever vence Blausiegel/São Caetano e vai à final

11 abr 2010



 


Fonte: CBV                       


 


 


Final será no próximo dia 18, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo


 


                                   


 


Rio de Janeiro   A Unilever (RJ) está pela nona vez na final da Superliga Feminina de vôlei. Na noite deste sábado (10.04), num jogo eletrizante, o time carioca superou a Blausiegel/São Caetano (SP) por 3 sets a 2, parciais de 25/15, 20/25, 25/14, 24/26 e 15/08, em 2h20 de jogo, no ginásio lotado do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro.


 


Com a vitória, a equipe dirigida pelo técnico Bernardinho enfrentará o Sollys/Osasco (SP), comandado por Luizomar de Moura, na final da edição 09/10 da competição no próximo domingo (18.04), no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Esta será a sexta final consecutiva entre os dois times. A equipe carioca venceu as últimas quatro e perdeu uma.


 


A Unilever buscará o heptacampeonato da Superliga e disputará sua nona final. O Sollys/Osasco tentará subir ao lugar mais alto do pódio pela quarta vez. O time paulista disputará sua 11ª final em 16ª edições da competição, a nona consecutiva.


 


“Foi um espetáculo maravilhoso. Ainda bem que acabou bem para o nosso lado. Ganhamos dois sets com relativa facilidade. Mas foi um jogo tenso. Vimos que a coisa complica se dermos qualquer tipo de brecha para um time que tem Fofão, Mari e Sheilla. Mais uma vez, saímos de uma dificuldade e o time mostrou força. Agora é focar no time de Osasco”, avaliou Bernardinho, técnico da Unilever.


 


Joycinha: a maior pontuadora


 


Mais uma vez, a oposto Joycinha foi a maior pontuadora do desafio contra a Blausiegel/São Caetano. Como no segundo jogo, a atacante foi o destaque e marcou 27 pontos – 25 de ataque. Pelo São Caetano/Blausiegel, quem mais marcou foi a também oposto Sheilla, com 26 acertos.


 


Apesar de ter sido o nome do jogo, Joycinha fez questão de dividir os méritos com as companheiras. “A equipe me sustentou. Eu sou uma oposto e sempre preciso de uma boa cobertura no ataque. E tenho essa certeza. Sei que, se a bola voltar, terá alguém na retaguarda para pegar. Passamos por uma semana difícil e conseguimos reverter a situação. Só Deus para nos dar força”, festejou Joycinha.


 


Depois de perder a primeira partida por 3 sets a 0, a Unilever virou o placar da série semifinal. No entanto, por causa das chuvas que assolaram o Rio de Janeiro na última semana, as duas últimas partidas foram remarcadas para o Tijuca Tênis Clube porque o ginásio do Maracanãzinho foi inundado e não teve condições de receber os jogos. No dia do temporal, o time da Unilever passou momentos complicados e precisou passar uma noite inteira ilhado no ginásio.


 


Superação é palavra-chave


 


Outro destaque da Unilever na vitória que garantiu vaga na final da Superliga 09/10, a levantadora Dani Lins foi categórica ao resumir o desempenho da equipe nas semifinais. “Superação. Essa é a palavra. O grupo se uniu a cada dia depois de tudo o que passamos. Nome do time é superação”, enfatizou a pernambucana.


 


Para a decisão, Dani Lins lembrou que a equipe precisa se preparar ainda mais. “Ainda não estamos preparadas. Temos muito que treinar. Teremos uma semana inteira de treinamentos para essa final. O time do Osasco é muito mais forte do que o São Caetano. Agora é descansar porque segunda-feira começa tudo de novo”, completou Dani Lins.


 


Mauro Grasso diz que time sentiu o volume de jogo da Unilever


 


Após a partida, apesar da derrota, o técnico da Blausiegel/São Caetano, Mauro Grasso, estava feliz com a qualidade técnica da partida. “Realmente sofremos com o volume de jogo da Unilever a constância que a equipe delas apresentou. Mas essa é a característica marcante desse time. É um elenco que se conhece muito bem e a Fabizinha tem momentos que parece ter oito braços, defende tudo. Fico satisfeito que foi uma partida disputada. Não foi um três sets a zero, o que não reflete o equilíbrio dos dois times. Tenho a certeza de que teremos uma grande final”, avaliou Mauro Grasso.


 


O treinador da equipe paulista não culpou nenhuma jogadora em específico pela derrota e explicou o porquê da troca da ponteira Mariana por Dayse. “A Mariana é super jovem e não tem uma grande experiência nesse tipo de jogo decisivo, com a casa lotada. Ela sentiu um pouco. Mas isso é natural. Ela foi um dos destaques desta Superliga e é uma jogadora de potencial que pode chegar à seleção brasileira”, destacou Mauro.


 


Mari dá nota zero para a torcida da Unilever


 


Durante o terceiro set, a torcida carioca pegou no pé da ponteira Mari. Os três mil torcedores que lotaram o ginásio do Tijuca não paravam de pedir que a Unilever sacasse em cima da atacante. Mari se irritou e deu uma “banana” para a torcida e foi repreendida pela arbitragem.


 


No final do jogo, a campeã olímpica explicou sua atitude. “Eu não tenho sangue de barata. Isso é perseguição. Nunca fiz nada para essa torcida. Até penso em jogar aqui um dia. Hoje dou nota zero para a torcida da Unilever”, disse Mari.


 


Em seguida, Mari avaliou o jogo tecnicamente. “Nosso time, infelizmente, parou. No quinto set, a Unilever abriu e ficou difícil recuperar a vantagem. Sabíamos que seria um jogo equilibrado, mas não esperava tanto equilíbrio”, encerrou a atacante, que marcou 18 pontos.


 


O JOGO


 


A Blausiegel/São Caetano entrou em quadra parecendo ainda não ter se recuperado da virada sofrida na segunda partida da série semifinal. A Unilever conseguiu quebrar a recepção do time paulista e dificultar os ataques das ponteiras adversárias. Ao todo, a equipe carioca somou 14 pontos em falhas adversárias. Mais concentrada, a Unilever fechou o set em 25/15, sem grandes dificuldades.


 


A Blausiegel/São Caetano voltou outra equipe para o segundo set. Com a oposto Sheilla decidindo no ataque, o time paulista cresceu e chegou à primeira parada técnica com três pontos de vantagem (8/5).


 


O número de erros excessivos mudou de lado. A Unilever não apresentou o mesmo ritmo da primeira parcial e viu a ponteira adversária Mari dominar e ajudar a equipe paulista a marcar 16/11. A Blausiegel/São Caetano administrou a diferença e, no ataque de Mariana, fechou o set em 25/20, empatando a partida.


 


A Unilever recuperou-se e entrou para o terceiro set dificultando a recepção paulista. No ataque, Joycinha foi o destaque e ajudou as donas da casa a abrirem 8/2. A torcida carioca pegou no pé da ponteira Mari, que reagiu às provações com gestos. O jogo ficou quente dentro e fora da quadra.


 


Com a levantadora Dani Lins melhor em quadra, a Unilever continuou dominando e com vantagem (16/12). No contra-ataque de Joycinha, destaque do set, a equipe da casa fechou a parcial em 25/14.


 


O técnico Mauro Grasso, da Blausiegel/São Caetano, começou o quarto set com a ponteira Dayse no lugar de Mariana, como terminou a parcial anterior. E dois pontos de bloqueio da Unilever marcaram o começo do set. O time carioca continuou com a mesma eficiência no saque e dificultou a recepção e o ataque da equipe paulista. Na primeira parada técnica, a vantagem das donas da casa era de cinco pontos.


 


A Blausiegel/São Caetano evoluiu e diminuiu a vantagem. No bloqueio da levantadora Fofão sobre Érika, o grupo paulista encostou no marcador (14/13) para, em seguida, empatar (16/16). O placar ficou equilibrado até o fim do set, que foi decidido no detalhe. Depois de um ponto de bloqueio e do saque forçado de Fofão, que dificultou a recepção e causou os dois toques de Dani Lins, a Blausiegel/São Caetano fez 26/24 e levou a decisão para o tie-break.


 


A atuação da central Fabiana fez a diferença no início do quinto set e as donas da casa abriram 5/2. Apesar da dificuldade na recepção da Blausiegel/São Caetano, a oposto Sheilla era a opção das bolas de segurança de Fofão. No ataque de Érika, a Unilever marcou 8/4. E a noite era mesmo da Unilever. Impulsionado pela torcida, o time carioca ditou o ritmo do set e fechou em 15/08, no contra-ataque da oposto Joycinha.


 


EQUIPES


UNILEVER – Dani Lins, Joycinha, Regiane, Érika, Carol Gattaz e Fabiana. Líbero – Fabi


Entraram – Amanda, Camilla Adão e Monique.


Técnico – Bernardinho


BLAUSIEGEL/SÃO CAETANO – Fofão, Sheilla, Mari, Mariana, Juciely e Natália. Líbero – Suellen.


Entraram – Ciça, Dayse e Ana Maria.


Técnico – Mauro Grasso

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