Federação Paulista de Volleyball

FPV

Sollys/Osasco é tetracampeão da Superliga Feminina

19 abr 2010

 


 


Fonte: CBV


 


Depois de quatro vices campeonatos, time paulista quebra a sequência de quatro vitórias da Unilever


 


São Paulo (SP) – E o Sollys/Osasco (SP) tinha Natália. Após amargar cinco vices consecutivos, a equipe paulista conquistou o título da Superliga Feminina de vôlei 09/10, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Neste domingo (18.04), o time paulista venceu a Unilever (RJ) por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 18/25, 19/25, 25/13 e 15/12, em 2h07 de jogo. Esta é a quarta vitória do Sollys/Osasco, campeão também em 02/03, 03/04 e 04/05. A oposto Natália foi a maior pontuadora da decisão, com 28 pontos. O destaque da equipe carioca foi a oposto Joycinha, com 23 acertos.


 


Mais de 10 mil pessoas lotaram o ginásio e viram a capitã Carol Albuquerque receber o troféu de campeã das mãos de Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, e do jogador de futebol Ronaldo. No pódio, as campeãs do Sollys/Osasco fizeram questão de receber as medalhas das mãos do “Fenômeno”.


 


A renda da partida final da 16ª edição da Superliga foi revertida para as vítimas da chuva que assolaram o Estado do Rio de Janeiro nas últimas semanas. Ao todo, 10 toneladas de alimentos não perecíveis foram doados.


 


A ponteira Jaqueline, do Sollys/Osasco, foi eleita a melhor jogadora da partida final e recebeu o prêmio das mãos do marido Murilo, jogador do Sesi-SP e vice-campeão olímpico com a seleção brasileira em Pequim/2008.


 


A oposto Sheilla, da Blausiegel/São Caetano (SP), saiu do Ibirapuera com dois prêmios: melhor ataque e melhor saque. A meio-de-rede Fabiana, da Unilever, ganhou o troféu de melhor bloqueio, enquanto a líbero Fabi foi apontada como a melhor recepção. Líbero do Sollys/Osasco, Camila Brait foi a melhor defesa. Aos 40 anos, Fofão, da Blausiegel/São Caetano, ganhou o prêmio de melhor levantadora.


 


O JOGO


 


O Sollys/Osasco chegou aos dois tempos técnicos do primeiro set em vantagem: 8/5 e 16/12. Bem no ataque, e com um sistema bloqueio e defesa eficiente, o time paulista manteve uma diferença de quatro pontos até o placar de 19/15. A parti daí, porém, a Unilever passou a sacar com mais eficiência. Por sua vez, o Sollys/Osasco desperdiçou algumas finalizações. O set ficou igual em 23 pontos, depois de um bloqueio da equipe carioca. A oposto Natália marcou os dois últimos pontos da vitória do Sollys/Osasco: 25/23.


 


A Unilever voltou para o segundo set com bloqueio e saque mais eficientes. Por sua vez, o Sollys/Osasco encontrou dificuldades no passe. No primeiro tempo técnico, a equipe carioca chegou com uma vantagem de cinco pontos: 8/3. A diferença foi ampliada e a Unilever fez 20/12. Carol Gattaz, no bloqueio, marcou o ponto da vitória: 25/18.


 


Com Adenízia no saque, e Natália no ataque, o Sollys/Osasco abriu uma vantagem dois pontos no terceiro set: 6/4 e 7/5. Mas a Unilever voltou a bloquear bem, e no primeiro tempo técnico o time comandado pelo técnico Bernardinho chegou na frente: 8/7. O empate do Sollys/Osasco veio após um cartão amarelo para o auxiliar técnico Helio Griner, da equipe adversária. Novamente a equipe paulista abriu dois pontos de diferença: 10/8, com Adenízia e Jaqueline.


 


Mas a Unilever reagiu e se distanciou no marcador. O sistema defensivo, mais uma vez, foi decisivo. Em um contra-ataque, a equipe carioca fez 17/10. O 21º ponto da Unilever veio após um cartão amarelo dado ao técnico do Sollys/Osasco, Luizomar de Moura. Natália marcou o 18º ponto para o time paulista. No saque, a oposto do Sollys/Osasco pediu o apoio da torcida. Mas isso não evitou a derrota. Unilever 25/19, após um erro de finalização.


 


No quarto set, a Unilever fez 3/1. Mas o Sollys/Osasco se reorganizou eem quadra. Acertou a recepção e se distanciou no placar. Com Natália no saque, o time paulista surpreendeu a equipe carioca e fez 10/5. Com 14/9 para o Sollys/Osasco, a Unilever cometeu erros consecutivos – no ataque e na recepção. O 22º e 23º pontos do Sollys/Osasco vieram no bloqueio. Em uma finalização desperdiçada pela Unilever, vitória do representante de São Paulo: 25/13.


 


No quinto e decisivo set, a Unilever abriu 4/0: uma finalização de Joycinha e três erros de ataque consecutivos do Sollys/Osasco. Depois foi a vez de o time paulista marcar. Foram cinco acertos seguidos e a virada: 5/4. Natália comandou a reação do seu time. No saque, a oposto marcou o nono ponto. Em seguida, ela contra-atacou para marcar 10/5. A partir daí, o Sollys/Osasco deslanchou para garantir a vitória.


 


Vitória de operárias


 


Quando o ataque da Unilever foi para fora, os torcedores do Sollys/Osasco soltaram o grito de “É campeão” após quatro anos. O técnico Luizomar de Moura, a comissão técnica e todas as jogadoras não se contiveram em quadra e foram às lagrimas nos “braços da torcida”.


 


“Laranja é a cor do trabalho. Essa cor representa uma classe operária muito sofrida. Quem falou que os garis estavam chegando quando viam nosso time entrar em quadra estava certo. Os garis chegaram e foram campeões”, desabafou Luizomar de Moura, que conquistou o segundo título da Superliga. O primeiro foi na temporada 00/01, quando o treinador comandou o Flamengo (RJ).


 


Luizomar revelou que a equipe estava confiante no título e na quebra da sequência de quatro títulos da Unilever. “Sabíamos que esse era o nosso ano. Essa é a finalização de uma temporada muito importante. Há exatamente um ano, saíamos do Maracanãzinho cabisbaixos e, três dias depois, recebemos uma notícia ainda pior. Ficamos sem emprego com o fim do nosso time. Mas o grupo quis continuar junto e contamos com o apoio da Nestlé, que retornou ao voleibol. A equipe estava muito determinada, queríamos muito essa conquista”, festejou Luizomar.


 


“Não esperávamos um jogo fácil. O placar foi o mesmo de um ano atrás, inclusive a parcial do tie-break, mas dessa vez a comemoração foi nossa. Realmente isso me faz acreditar ainda mais que tinha alguma coisa de bom reservado para nós”, relembra Luizomar, que conta como conseguiu superar as três derrotas consecutivas dos anos anteriores.


 


“Eu não me desesperei. Existem outros grandes técnicos, com currículos muito melhores do que o meu que também perderam e souberam dar a volta por cima. Porque então eu não poderia reverter essa situação também?”, encerrou Luizomar.


 


EQUIPES


UNILEVER – Dani Lins, Joycinha, Fabiana, Carol Gattaz, Regiane e Érika. Líbero – Fabi


Ent, raram – Amanda, Camilla Adão, Monique e Michelle


Técnico – Bernardinho


SOLLYS/OSASCO – Carol Albuquerque, Natália, Adenízia, Thaísa, Jaqueline e Sassá. Líbero – Camila Brait


Entraram – Juliana, Thaís, Ana Tiemi e Isadora.


Técnico – Luizomar de Moura


 

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