Federação Paulista de Volleyball

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No tie-break Brasil perde para Cuba e é vice-campeão

29 set 2008

 


 


Fonte: CBV


 


Cuiabá (MT)– A final da Copa América masculina de vôlei foi um encontro de duas seleções em processo de renovação. Brasil e Cuba fizeram um jogo bem disputado e decidido nos detalhes. Os brasileiros chegaram a todas as finais nas sete edições da competição, mas neste DOMINGO (28.09), os cubanos levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, parciais de 26/24, 19/25, 27/25, 16/25 e 15/09, em 1h59 de jogo, no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá. Bruno Rezende foi eleito o melhor levantador do torneio, Sérgio Escadinha o melhor líbero e recepção, e Éder o melhor bloqueio.


 


Este foi o segundo título de Cuba na competição. O anterior havia sido conquistado em 2000, também diante do Brasil, na cidade paulista de São Bernardo do Campo (SP). Já o time brasileiro soma três medalhas de ouro (98, 99 e 2001) e quatro de prata (2000, 2005, 2007 e 2008).


 


O maior pontuador da decisão foi o brasileiro Murilo, com 19 pontos. Pela equipe de Cuba, Robertlandy Simon foi quem mais marcou: 17 vezes. Simon ganhou o troféu de melhor atacante desta sétima edição da Copa América. Evan Patak, dos Estados Unidos (saque) e o argentino Martin Meana (defesa).


 


Após a partida, o ponteiro Dante destacou o melhor jogo dos rivais e afirmou que é preciso pensar no futuro.


 


“Os cubanos jogaram melhor, tiveram mais raça, e nós não soubemos aproveitar os momentos bons a nosso favor durante a partida”, disse o atacante, que marcou dez pontos na partida.


 


“Nosso time é formado por uma turma nova. Estamos nos preparando para um novo ciclo olímpico. Agora, é levantar a cabeça e pensar na próxima competição, a Liga Mundial do ano que vem”, completou.


 


O levantador Bruno salientou que a seleção brasileira teve pouco tempo de treinamento para esta Copa América.


 


“Fizemos apenas seis treinos juntos. Temos que trabalhar mais e ganhar entrosamento. Hoje em dia o vôlei está cada vez mais competitivo e forte, A base da seleção, com certeza, será mantida, e alguns jogadores como o Giba, o André Heller, e o Samuel, que operou o ombro essa semana, continuarão no time”, afirmou Bruno.


 


O cubano Simon, maior pontuador de sua equipe durante todas as partidas nesta Copa América, ressaltou o equilíbrio da final contra o Brasil.


 


“O jogo foi equilibrado erramos um pouco menos e por isso conseguimos a vitória”.


 


Aos 15 anos, o cubano Wilfredo Leon mostrou que é um jovem promissor talento do voleibol de seu país.


 


“Estou muito feliz porque esta foi minha primeira competição na categoria adulta, e vencer o Brasil é um grande resultado. Os brasileiros são os melhores”, ressaltou Leon.


 


O JOGO – O Brasil saiu na frente, mas apenas com um ponto de vantagem (4/3). Os cubanos aproveitaram melhor os contra-ataques, viraram o marcador a abriram 12/9. Nas bolas de segurança com o oposto André Nascimento, o Brasil equilibrou a partida. No ace de Dante, a seleção brasileira empatou: 14/14. Em seguida, o Brasil virou (15/14) e chegou ao segundo tempo técnico à frente (16/15). Mas Cuba não desistiu, e empatou mais uma vez (19/19). Na reta final, as jogadas rápidas pelo meio fizeram a diferença a favor dos caribenhos: 26/24.


 


O Brasil voltou mais eficiente nos contra-ataques para o segundo set, mas ainda com dificuldades para marcar os ataques adversários pelo meio. No bloqueio duplo de Dante e Rodrigão, a seleção chegou à primeira parada técnica à frente (8/6). Os brasileiros melhoraram no saque, dificultaram a recepção adversária e forçaram os erros dos rivais. Desta forma, a vantagem no placar aumentou (14/9). Cuba não reagiu e o Brasil ditou o ritmo de jogo. O ace do meio-de-rede Éder selou a vitória na parcial (25/19).


 


O placar do terceiro set foi equilibrado durante toda a parcial. A diferença brasileira no segundo tempo técnico era de apenas um ponto (16/15). Em seguida, um ponto de bloqueio fez o Brasil ampliar: 17/15. Novamente, os cubanos não entregaram a partida e empataram (20/20). Como no primeiro set, a parcial foi definida em detalhes. Depois de dois erros do ataque brasileiro, os cubanos fecharam em 27/25.


 


O Brasil não se abateu com a derrota na parcial anterior e passeou em quadra no quarto set. Mais regulares no saque, os brasileiros dificultaram o passe dos rivais e marcaram 9/3. A vantagem da equipe comandada pelo técnico Bernardinho fez o jovem time cubano se desequilibrar e não conseguir a reabilitação no set. A seleção brasileira administrou a vantagem e ampliou (16/9). O experiente treinador cubano Orlando Samuels aproveitou para mesclar a equipe e preservar o time para o tie-break. Com tranqüilidade, o Brasil fechou o set em 25/16, após os cubanos desperdiçarem o saque.


 


O placar do quinto e decisivo set foi equilibrado até o quarto ponto. Depois de um erro da recepção brasileira, os cubanos amorteceram os ataques do Brasil e foram eficientes no ataque e no bloqueio. Resultad 8/4 para Cuba. A seleção brasileira não conseguiu reagir e reverter o marcador. A força e agilidade de ataque fizeram a diferença e os cubanos fecharam o placar em 15/09.


 


EQUIPES


 


BRASIL – Bruno, André Nascimento, Murilo, Dante, Rodrigão e Éder. Líbero – Escadinha


Entraram: Leandro Vissotto, Daniel. Técnico – Bernardinho


 


CUBA – Hierrezuelo, Leon, Osmany Camejo, Cepeda, Simon e Oreol Camejo. Líbero – Alvarez.


Entraram: Estrada, Dalmau, Sanchez e Ferrer. Técnico – Orlando Samuels


 

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