Federação Paulista de Volleyball

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Brasil é vice-campeão da Copa do Mundo

16 nov 2007

Nagoya (JAP) – Bastava entrar na quadra para o Brasil ter confirmada pela Federação Internacional de Voleibol a sua vaga para Pequim/2008. Mas o Brasil fez mais: superou o Japão por 3 sets a 1, parciais de 25/16, 23/25, 25/18 e 25/18, em 1h34 de jogo. Além disso, igualou os melhores resultados já obtidos pelo País na história da Copa do Mundo feminina, garantindo a medalha de prata (1995 e 2003). Em todas as edições, soma quatro pódios, pois obteve o bronze em 99.

Na partida realizada nesta sexta-feira (16.11), no Nippon Gaishi Hall, em Nagoya, a história se repetiu. Como em nove dos 11 jogos disputados pelo Brasil, as jogadoras se equipararam em número de pontos convertidos: a meio-de-rede Walewska, a maior pontuadora da partida, com 19 acertos, foi seguida pela oposto Sheilla (18), pela ponteira Paula Pequeno (14) e pela também central Fabiana (14). As ponteiras Sassá e Jaqueline, que se revezaram, marcaram 16 pontos, sendo 9 para a primeira e 7 para a segunda. Wal, inclusive, teve 76,19% de aproveitamento no ataque.

E o resultado desse nivelamento não poderia ser outro: pela excelente distribuição de bolas durante toda a Copa do Mundo, Fofão foi eleita a melhor levantadora merecidamente. E novamente não foram os ataques que deram o prêmio de melhor jogadora da partida a uma atleta do Brasil. Pelo contrário, quem ganhou foi uma representante exclusiva do setor defensivo: a líbero Fabi, que fez de tudo no jogo, até mesmo uma defesa com o pé após deslizar o corpo por boa parte da quadra.

Após o jogo, o técnico José Roberto Guimarães relembrou a trajetória do Brasil em 2007 até a conquista da vaga olímpica. “Uma importante vitória sobre o Japão. Com a classificação e o segundo lugar, igualamos o feito de 2003. Foi um ano muito difícil. Precisamos planejar o próximo ano, que terá, inclusive, o Grand Prix, com encerramento previsto para três semanas antes dos Jogos Olímpicos. O importante é que o Brasil chegue em condições de conquistar o seu objetivo em Pequim. Tenho sentimento de alegria pela classificação e, ao mesmo tempo, de frustração por não ter sido campeão. Tínhamos time para isso. Mas a Itália está muito certinha e é o time a ser batido. Joga com o passe nas mãos o tempo todo e conta com uma defesa muito boa”, afirma.

O treinador brasileiro elogiou a equipe japonesa. “É sempre muito difícil jogar contra o Japão, que sabe trabalhar bem a sua técnica. As jogadoras não têm altura muito boa, mas atacam de fora e às vezes a bola bate no dedinho de uma brasileira no bloqueio. A entrada da Sassá foi fundamental, pois equilibrou o passe”, explica.

SUPERAÇÃO E ALEGRIA, RECEITAS DAS JOGADORAS

E a superação foi ressaltada por todos, como explica a central Walewska. “É um sentimento de volta por cima. Após uma situação ruim, tivemos força para reverter o quadro. Durante a Copa do Mundo, aprendemos bastante com as dificuldades. E sabemos que temos de estar preparadas para encarar mais desafios. Aqui na competição, equipes como a Rússia e a China não participaram. Ou seja, as dificuldades aumentarão nas Olimpíadas. O fundamental é que os erros não se repitam para que o Brasil realize em Pequim o seu grande sonho”.

Já a meio-de-rede Fabiana falou que jogar com alegria é essencial e receita de sucesso. “Felicidade é a palavra que resume o que estamos sentindo. Afinal, disputar os Jogos Olímpicos é o sonho de todo atleta. Não fomos campeãs da Copa do Mundo, mas estamos comemorando como um título. Esse grupo aprendeu muito, nas vitórias e nas derrotas. O time sabe que, quando joga de forma alegre e sorrindo, o jogo flui”, acredita.

Para a ponteira Paula, é uma honra fazer parte da equipe comandada por Zé Roberto. “Foi um ano complicado, uma trajetória um pouco conturbada. Temos de elogiar o fator psicológico do time, que soube sair de uma situação difícil e se reergueu. Agora, teremos lembranças muito boas dessa equipe. Vamos refletir sobre tudo o que aconteceu este ano. Me sinto orgulhosa por fazer parte desse grupo”, diz.

A vaga olímpica e a medalha de prata foram presentes para a ponteira Jaqueline. A atleta se apresentou ao técnico Zé Roberto dias antes da Copa do Mundo e precisou se superar durante vários momentos da competição para ajudar o grupo, mesmo depois da contusão que sofreu na coxa direita. “Depois de tudo o que passei, estou muito feliz por retornar com um pódio e, conseqüentemente, a vaga olímpica. O importante é sempre entrar bem e ajudar o time. Colocamos superação, união e alegria na quadra”.

EQUIPES

BRASIL – Fofão, Sheilla, Paula Pequeno, Jaqueline, Fabiana e Walewska. Líbero: Fabi. Entraram: Carol Gattaz e Sassá. Técnico: José Roberto Guimarães.

JAPÃO – Takeshita, Takahashi, Kurihara, Erica, Tajimi e Kimura. Líbero: Sano. Entraram: Omura e Oyama. Técnico: Yanagimoto Shoichi.

Fonte: CBV

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