Federação Paulista de Volleyball

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BCN/OSASCO QUER CONFIRMAR HEGEMONIA E LEVAR O PENTA

14 out 2003

São Paulo – Em dez anos de história, o BCN/Osasco se tornou uma das equipes mais vitoriosas do País. A trajetória do clube começou em 1993, no Guarujá, na Baixada Santista. Naquele ano, com jogadoras como Isabel, Virna e Márcia Fu, o time dirigido por Ênio Figueiredo foi vice-campeão paulista e da Liga Nacional.

No ano seguinte, veio o primeiro título estadual, sob o comando do técnico Cláudio Pinheiro. Em 1996, por iniciativa do patrocinador que desejava unir a equipe de basquete, com sede em Piracicaba, à de vôlei, o BCN subiu a serra e se mudou para Osasco, na Grande São Paulo. Naquele mesmo ano conquistou seu segundo Paulista.

Nas duas últimas temporadas, ao lado do MRV/Minas, o BCN teve um dos melhores desempenhos entre os times femininos do País. Vencedora dos Paulistas de 2001 e 2002 e da última Superliga, em 2003 a equipe busca o quinto título no principal torneio estadual do País. Para o técnico Paulo Coco, que interinamente substitui José Roberto Guimarães, na seleção brasileira feminina, a competição tem enorme valor.

“O Paulista é o segundo torneio do País em importância. É praticamente uma Superliga em miniatura, já que das principais equipes, só não jogam Rexona e Campos. É tão grande que atrai até mesmo o interesse de times de fora, como o MRV, que está jogando pela quarta vez”.

Tricampeão paulista pelo Banespa, entre 89 e 91, nos tempos de jogador, Coco quer o primeiro título da recém-iniciada carreira de treinador. Até o final da Superliga 2002/03, ele era o auxiliar-técnico de José Roberto, que o indicou para o cargo.

“Antes de mais nada, nosso objetivo é chegar à final. Estamos bastante desfalcados (o BCN tem Fernanda Venturini, Érika, Valeskinha, Bia e Paula Pequeno na seleção) mas, por outro lado, a vantagem disso é que podemos dar mais experiência para as jogadoras mais novas”, analisa Coco.

O BCN terminou a fase de classificação do Paulista como líder isolado, com sete vitórias em oito rodadas. A única derrota 3 a 0 para o Açúcar União/São Caetano – veio na última rodada do returno, quando a vaga na semifinal e a liderança já estavam asseguradas.

Na primeita partida da série melhor-de-três da semifinal dia 22 em São Bernardo -, o time de Osasco terá pela frente um velho conhecido: o MRV/São Bernardo. Nos últimos anos as duas equipes se enfrentaram nas semifinais dos Paulistas de 2001 e 2002 e nas decisões das Superligas 2001/02 e 2002/03. Destas, o BCN só não venceu a primeira final nacional.

“Espero jogos bastante difíceis, que serão decididos nos detalhes. O MRV é adversário complicado, cresceu no campeonato, por isso vamos precisar de muita concentração. Quem jogar com mais tranqüilidade, leva a vaga. Vamos ver se conseguimos repetir os últimos resultados. Acho que está na minha hora de ganhar um título”, brinca o treinador.

Milton Alves, José Eduardo Martins e Fábio Fleury – Local da Comunicação

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